Terapia Cognitiva Comportamental é mais efetiva no tratamento de Transtornos de Ansiedade, aponta estudo

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Terapia Cognitiva Comportamental é mais efetiva no tratamento de Transtornos de Ansiedade, aponta estudo

Recente pesquisa desenvolvida pela Universidade de Houston aponta que pacientes com

Transtornos de Ansiedade obtiveram melhoras mais efetivas quando tratados com Terapia

Cognitivo Comportamental em conjunto com um modelo de tratamento transdiagnóstico.

Os Transtornos de Ansiedade são, por definição, medos e ansiedades que ultrapassam

determinados limites e passam a impactar negativamente no dia-dia do indivíduo, sendo que

tais transtornos incluem o Transtorno Obsessivo Compulsivo, o Transtorno de Estresse Pós-

Traumático, o Transtorno de Ansiedade Social, Síndrome do Pânico, fobias específicas e

transtornos de ansiedade em geral. Geralmente os transtornos de ansiedade ocorrem

juntamente com doenças secundárias, como a depressão e o abuso de álcool ou substancias.

A pesquisa, desenvolvida em mais de dez anos de estudos, aponta que há tratamentos

destinados para cada diagnóstico, mas os tratamentos (a não ser em casos extremamente

específicos) não diferem muito entre si.

“Esperamos que refinando o diagnóstico possamos desenvolver intervenções para cada um

dos mesmos, o que não acontece atualmente”, pontua Peter Norton, um dos autores do

estudo.

Norton descobriu que a Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) ajuda os pacientes a

entenderem seus pensamentos e sentimentos que influenciam os comportamentos  a

tornarem o tratamento mais efetivo; A pesquisa utilizou o tratamento transdiagnóstico em

conjunto com a TCC, sendo que os pacientes demonstraram melhoras consideráveis,

especialmente no tratamento de comorbidades diagnosticadas (doença ou condição que

coexiste com a doença primária e pode se desenvolver como um transtorno específico, como a

depressão).

Na pesquisa, mais de dois terços das comorbidades diagnosticadas foram curadas, sendo que

normalmente quando se trata de diagnósticos específicos como os transtornos do pânico,

somente 40% dos indivíduos demonstram melhora nos diagnósticos secundários; O

tratamento transdiagnóstico é mais eficiente ao tratar o indivíduo como um todo ao invés de

tratar somente o diagnóstico.

Os autores do estudo apontam que as contribuições do estudo permitem o desenvolvimento

de intervenções para psicólogos clínicos, terapeutas e profissionais da área que tratam de

pessoas com distúrbios de ansiedade.

Fonte: Universidade de Houston

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