Como contratar consultoria?

Autor: Bernardo Leite

Antigamente esta era uma atividade que enfrentava muita resistência por parte das empresas.

Afinal, não é muito agradável discutir questões particulares do negócio com pessoas estranhas.

Por outro lado sempre existia a possibilidade de que esse recurso poderia significar que a

empresa não tinha competência para enfrentar os seus problemas.

Hoje a situação está mais facilitada. Há compreensão mais clara da contribuição e efetividade

de um “olhar externo” sobre os negócios. Principalmente se for de profissionais competentes.

Por isso no processo de contratação de consultoria não hesite em fazer pesquisas e buscar

indicações, principalmente de clientes.

Na questão de visão externa as grandes empresas dispõem de um Conselho de Administração,

dotado de profissionais gabaritados que exercem um olhar crítico para garantir

sustentabilidade aos negócios.

Esse “olhar externo” tem sido um fator de rara contribuição para os negócios em geral. O

posicionamento isento e competências diferentes das alocadas no negócio podem fornecer

uma análise mais abrangente das oportunidades e das dificuldades a operar.

Mas será que as pequenas empresas precisam, ou melhor, poderiam suportar um processo de

consultoria.

Bem, costumo dizer, e já escrevi um artigo sobre isso, que os pequenos empresários não tem

pequenos problemas. Aliás, ás vezes até o espaço de manobra é menor e, portanto, de solução

mais difícil.

Além do mais há problemas de ordem pessoal. Pequenas empresas, ou mesmo as médias

empresas, são compostas, de maneira geral, por pessoas muito próximas, quando não

familiares, o que dificulta um posicionamento profissional mais consistente e direto.

Bem, mas voltando, porque as empresas contratam consultoria?

Os motivos são muito variados, mas podemos citar alguns exemplos:

– Por questão dessa “visão externa” que possibilita uma revisão das ações organizacionais e de

identificação de “gargalos” e de reposicionamento. Esta é um motivo recorrente das empresas

na busca de consultorias que podem ser de várias expertises dependendo da necessidade mais

emergente.

– Outro motivo refere-se á necessidade de maior velocidade e aprofundamento em

determinado tipo de atividade. Interessante notar que nestas questões há sistemáticas para a

contratação de profissionais aposentados e que, normalmente, detém expertise técnica

específica para dar um impulso ao desenvolvimento dos negócios.

– Também encontramos empresas que necessitam de profissionais para analisar questões que

envolvem relações pessoais onde uma visão externa e isenta sempre permite um

posicionamento mais equilibrado e livre de comprometimentos.

E poderíamos falar de muitos outros motivos, mas é importante entendermos como

contracenar com as consultorias.

Em primeiro lugar a necessidade não precisa estar clara, mas precisa ser discutida de maneira

clara. Um cliente, certa vez, me fez uma observação, no mínimo interessante. Ele disse: “para

os médicos e consultores é necessário ser sincero, senão se está jogando dinheiro fora”. É

verdade. É necessária uma relação de clareza e definição de objetivos.

Outra questão importante é a da definição das expectativas. Este é um ponto muito

complicado. Os resultados, na ação da consultoria, dependem diretamente de uma ação

conjunta entre Empresa e Consultoria. A responsabilidade é dividida. Até porque, como sou

psicólogo entendo assim: a Consultoria assemelha-se muito a terapia. Você não vai a terapia

para se tornar outra pessoa. Vai-se á terapia para ser a mesma pessoa, melhor! Esse é o ponto.

A empresa não pode ser despersonalizada. É determinante respeitar-se a Cultura

Organizacional.

E quando contratar uma consultoria? Este também é um ponto controverso. Mas é importante

observar alguns sinais, como por exemplo. Há empresas que, no processo de sucessão iniciam

o trabalho após o falecimento do sucedido. Ora, não há muito que fazer! É necessário

planejamento para um bom resultado.

Mais uma vez vou pedir licença para fazer uma nova analogia. Quando devemos ir ao médico?

Quando os sintomas forem intoleráveis? Lógico que não. Precisamos sentir os sinais e agir de

maneira preventiva. Com consultoria também é assim. Talvez devêssemos imaginar a

possibilidade de um “check up”! Sem forçar a barra, mas a saúde dos negócios também tem

sua importância.

Bem o assunto é muito abrangente e poderíamos ir muito mais além, mas o importante é

iniciar uma análise aberta de um recurso empresarial que, se bem administrado, pode trazer

excelentes resultados.

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